Live da UAF: 16/05/2026

Não se engane: a famigerada escala 6×1 não é apenas um “modelo de jornada”, ela é a face mais brutal e cruel da exploração capitalista no mundo do trabalho moderno. Ela representa o sequestro da nossa vida, a alienação da nossa existência e o roubo sistemático do nosso tempo em troca de migalhas para sobreviver. É a materialização da lógica perversa de que o trabalhador existe apenas para gerar lucro, enquanto seu corpo adoece, sua mente se esgota e seus sonhos são esmagados sob o peso da produção insana. Por isso, não podemos tratar isso como um simples debate técnico ou uma pauta reformista qualquer.

O Brasil e o mundo do trabalho moderno estão imersos em uma crise profunda de humanidade, onde o “tempo é dinheiro” se converteu em um decreto de morte social para a classe trabalhadora. A escala 6×1, em especial, é o símbolo máximo da opressão patronal: é a engrenagem que gira sem descanso para garantir que o patrão acumule riquezas enquanto o operário só acumula cansaço e dívidas. A imagem do relógio e do trabalhador em silhueta na divulgação não é um acaso estético; é um grito visual que denuncia uma vida vivida em função do serviço, onde o “descanso” é apenas um curto intervalo para recarregar as baterias para a próxima rodada de exploração. Esta não é uma discussão sobre leis trabalhistas, é uma discussão sobre a luta de classes.

Chega de conciliação, chega de aceitar migalhas como vitórias. A União Anarquista Federalista convida todos e todas para uma reflexão que é, antes de tudo, um ato de resistência. Não vamos falar sobre como “melhorar” o capitalismo ou como “humanizar” a exploração. Vamos discutir a lógica perversa do trabalho assalariado e como podemos nos libertar dessa jaula. É preciso romper com a passividade, organizar a resistência nos locais de trabalho e construir as bases para uma vida livre, onde o trabalho sirva às necessidades humanas e não ao lucro de meia dúzia de parasitas. Essa live é um chamado às armas, um ponto de encontro para a construção da consciência e da autogestão de classe.

A luta por uma existência digna não espera. Marque na sua agenda e prepare seu espírito combativo: a LIVE DA UAF acontecerá no dia 16/05/2026, às 15 horas, pelo canal do YouTube @uaf-br. Não se trata de um evento passivo, mas de uma trincheira de debates e da construção coletiva de um futuro sem patrões, sem jornadas que adoecem e sem as correntes invisíveis do trabalho moderno. Traga sua indignação, traga sua força, mas acima de tudo, traga sua vontade de mudar o mundo. Pela nossa liberdade e contra toda opressão do trabalho!

Nossos Convidados:

Fernando Monteiro, Historiador Autônomo

Bermard Almeida: Advogado Trabalhista

Assita no canal UAF:

https://youtube.com/@uaf-br?si=QQW3XrdO8dumM_rO

União Anarquista Federalista – UAF
Filiada à Internacional de Federações Anarquistas – IFA

1M-2026: A gente ainda nem começou.

Por consenso, toda a UAF se articulou em torno da iniciativa proposta pela Federação Anarquista Capixaba (FACA) de realizar uma semana de propaganda e luta com a classe trabalhadora no nosso imenso território brasileiro neste primeiro de maio de 2026.

Procedemos a colagens, panfletagem, rodas de conversa. Relembramos a história do primeiro de maio, destacamos a atual destruição de postos de trabalho, a hiperexploração, o aniquilamento de parte da mão de obra por máquinas, robôs e inteligência artificial. Denunciamos firmemente a continuidade e avanço do fascismo no Brasil. Conversamos sobre a situação sindical e a necessidade de termos associações de trabalhadores que atendam aos interesses dos trabalhadores e não de elites sindicais ou partidos políticos.

Fruto da luta histórica dos trabalhadores e trabalhadoras, destacamos a necessidade da redução da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho, conquista de melhores salários e combate contra o assédio moral – hoje uma das ferramentas mais utilizadas para explorar e controlar a classe trabalhadora – seja no setor privado, seja no setor público.

Denunciamos o ódio difuso no Congresso Nacional, no Executivo e Judiciário brasileiros, nas escolas, nas redes sociais, associado ao legado autoritário e à tortura da Ditadura Militar no Brasil, que se soma à crescente militarização da sociedade. Notável na multiplicação de milícias paramilitares urbanas, do agronegócio, de evangélicas, neonazistas e narcotráfico. Tudo isso divulgado impunemente e massivamente pelas empresas de tecnologia. Apoiadoras do culto ao ódio, seja este transmitindo a tortura de animais ou a agressão a moradores de rua.

Nossa ginástica neste 1M-2026, realizada por mulheres e homens trabalhadores, levou esta mensagem de reflexão e ação ao Espírito Santo nas cidades de Vitória, Vargem Alta, Alegre, Piúma, Marataízes, Itapemirim, Cachoeiro de Itapemirim; em Minas Gerais nas cidades de Contagem e Lajinha; no Rio de Janeiro nas cidades de Bom Jesus do Itabapoana e Campos dos Goytacazes; e na Bahia para Mata de São João e Salvador. (Seguem algumas fotos abaixo).

A gente ainda nem começou. Pois não teve início em 01 de maio de 2026 e não terminou em 19 de julho de 1936. Continuaremos trabalhando para criar ferramentas que fortaleçam a classe trabalhadora para construir a libertação da superexploração capitalista, para que a educação promova a fraternidade e que a sociedade conquiste a igualdade.

Sem as pessoas trabalhadoras, sem a classe trabalhadora, a vida no planeta seguirá ameaçada em benefício das elites capitalistas.

União Anarquista Federalista
02 de maio de 2026.

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May 1st, 2026: We haven’t even started yet.

By consensus, the entire UAF (Anarchist Federalist Union) mobilized around the initiative proposed by the Federação Anarquista Capixaba (FACA) to carry out a week of propaganda and struggle with the working class across our immense Brazilian territory on this first of May, 2026.

We carried out posters, leafleting, and discussion circles. We recalled the history of May Day, highlighted the current destruction of jobs, hyper-exploitation, the annihilation of part of the workforce by machines, robots, and artificial intelligence. We firmly denounced the continuity and advance of fascism in Brazil. We discussed the trade union situation and the need to have workers’ associations that serve the interests of workers, not union elites or political parties.

As a result of the historical struggle of workers (men and women), we highlighted the need to reduce the 6×1 shift schedule, reduce the working day, win better wages, and combat moral harassment — today one of the most used tools to exploit and control the working class — whether in the private or public sector.

We denounced the widespread hatred in the National Congress, in the Brazilian Executive and Judiciary, in schools, and on social networks, associated with the authoritarian legacy and torture of the Military Dictatorship in Brazil, which adds to the growing militarization of society. This is notable in the proliferation of urban paramilitary militias, agribusiness militias, evangelical militias, neo-Nazis, and drug trafficking. All of this is spread with impunity and massively by technology companies — supporters of the cult of hatred, whether by broadcasting animal torture or aggression against homeless people.

Our May Day 2026 action, carried out by working women and men, took this message of reflection and action to the state of Espírito Santo, in the cities of Vitória, Vargem Alta, Alegre, Piúma, Marataízes, Itapemirim, Cachoeiro de Itapemirim; to Minas Gerais, in the cities of Contagem and Lajinha; to Rio de Janeiro, in the cities of Bom Jesus do Itabapoana and Campos dos Goytacazes; and to Bahia, in Mata de São João and Salvador. (Some photos follow).

We haven’t even started yet. Because it didn’t begin on May 1st, 2026, and it didn’t end on July 19th, 1936. We will continue working to create tools that strengthen the working class to achieve liberation from capitalist super-exploitation, so that education promotes fraternity and society achieves equality.

Without working people, without the working class, life on the planet will remain threatened for the benefit of capitalist elites.

Anarchist Federalist Union
May 2nd, 2026.

Primeiro de Maio de 2026: Nenhum direito a menos! Mais por conquistar…

Pagando aluguel, energia, alimentação, água, gás e transporte não sobra pra saúde nem para doença, não sobra para lazer nem para descanso: de Norte a Sul, do litoral ao sertão, o salário acaba antes do fim do mês.

O empreendedorismo é a ilusão vendida como solução de hoje à falta de trabalho com CLT ou Estatutário. Nos incentivam a criar, produzir, oferecer serviços, mentindo que seremos patrões de nós mesmos. A verdade verdadeira é que os BANCOS e o ESTADO brasileiros financiam as grandes empresas nacionais e multinacionais, na indústria e agronegócio com “juros” de compadres e aos pequenos sobra sua força de trabalho e a sorte.

Lutamos e conquistamos, no início do século XX, no Brasil a jornada de 8 horas de trabalho. Hoje, trabalhamos mais horas, ganhamos menos e a propaganda nas redes sociais, rádios, televisão é que hoje temos mais liberdade de usar nosso tempo. Mas, como posso usar “meu” tempo se tenho de trabalhar 12 horas e não me sobra dinheiro? E se eu ficar doente? Indígena Galdino queimado vivo nas ruas de Brasília. Adolescentes classe média promovem estupro coletivo no Rio de Janeiro. Criança preta morta indo para aula em Belém. Mulher assassinada em Cuiabá pelo ex-marido. E nesse contexto lutamos firmemente pela redução da escala de trabalho 6×1.

Cachorro Orelha assassinado a pauladas numa praia da elite Catarinense. Chacina do Cabula executada por policiais militares.Pobreza, impunidade, ausência de educação, propaganda do ódio, superexploração do trabalhador e da trabalhadora?

Nossos sindicatos estão tomados por partidos políticos de direita, esquerda e fascistas. O fascista Bolsonaro e sua política negacionista hipócrita promoveu a morte de mais de 700 mil brasileiros e brasileiras. O Congresso Nacional e o governo Lula 3 mantém a militarização da sociedade crescente com ESCOLAS MILITARIZADAS, GUARDAS MUNICIPAIS MILITARIZADAS, MILITARIZAÇÃO DE TERRITÓRIOS INDÍGENAS E QUILOMBOLAS, AUMENTO DE GASTOS MILITARES, INVESTIMENTO EM INDÚSTRIAS ARMAMENTISTA MILITAR, REDUÇÃO DOS INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO E SAÚDE. O sindicato é uma ferramenta. É nossa ferramenta que foi roubada.

A UAF é uma associação anarquista federalista de coletivos e indivíduos que trabalha para construir e firmar no Brasil alternativas de vida, de organização social e econômica justa e igualitária fora, paralela e para além do capitalismo, entendendo, vivendo e praticando a unidade de justiça e liberdade, a unidade de pessoa e natureza pelo bem viver. Oferecemos nossa mensagem à todas trabalhadoras e trabalhadores neste Primeiro de Maio de 2026 com o propósito de juntos defendermos nossos direitos e construirmos um vida melhor, mais digna, mais justa, com mais liberdade.

SAUDAÇÕES TRABALHADORA E TRABALHADOR Brasileiros!

União Anarquista Federalista – UAF

Filiada à Internacional de Federações Anarquistas – IFA

uafbr.noblogs.org

Anarquistas “Eleitores”*

Por Errico Malatesta

Como não há e não pode ser uma lei ou autoridade que dê ou tire o direito de ser chamado de anarquista, somos verdadeiramente forçados, de tempos em tempos, a apontar a aparência de algum convertido ao parlamentarismo que continua, pelo menos por um certo tempo, declarando-se anarquista.

Não encontramos nada de ruim ou desonroso em mudar nossa mente, quando a mudança é motivada por convicções novas e sinceras e não por interesse pessoal; Gostaríamos, no entanto, de dizer com franqueza o que se tornou e o que deixou de ser, para evitar argumentos inúteis. Mas talvez isso não seja possível, porque quem muda suas ideias não sabe em geral, no começo, onde pousará. De resto, o que nos sucede acontece, em grande proporção, em todos os movimentos políticos e sociais. Os socialistas, por exemplo, tiveram que sofrer os exploradores do socialismo e os políticos de todos os tipos que se chamavam socialistas; e os republicanos hoje são igualmente obrigados a suportar que alguns, vendidos ao partido dominante, usurpam até mesmo o nome de mazzinianos.

Felizmente, o mal-entendido não pode durar muito tempo. Logo, a lógica das ideias e a necessidade de ação forçam os chamados anarquistas a renunciar espontaneamente a seu nome e tomar seu lugar de direito. Os anarquistas eleitorais, que em várias ocasiões se mostraram, todos eles, mais ou menos rapidamente, abandonaram o anarquismo, assim como os anarquistas ditatoriais ou bolchevizantes rapidamente se tornaram diretos e direitos bolcheviques que foram colocados a serviço do governo russo e de seus delegados.

O fenômeno ocorreu na França, por ocasião das eleições dos últimos dias. O pretexto é anistia. “Há milhares de vítimas em cárceres e prisões, um governo esquerdista lhes concede anistia, é dever de todos os revolucionários, todos os homens de coração fazem o que podem para que os nomes dos homens políticos que devem anistiar saiam das urnas.” Essa é a tendência dominante no raciocínio dos convertidos.

Os colegas franceses devem estar alertas.

Na Itália, houve uma agitação em favor de Cipriani, prisioneiro, que serviu de pretexto para Andrea Costa arrastar os anarquistas de Roma para as urnas, e assim começar a degenerar o movimento revolucionário criado pela Primeira Internacional, e acabar reduzindo o socialismo a um meio de entreter as massas e garantir a tranquilidade da monarquia e da burguesia.

Mas, na realidade, os franceses não têm necessidade de procurar exemplos na Itália, porque os têm muito eloquentes em sua própria história. Na França, como em todos os países latinos, o socialismo começou a decolar, se não como o anarquismo, sim, pelo menos, como anti-parlamentar; e a literatura revolucionária francesa da primeira década depois que a Comuna abunda em páginas eloquentes, devida, entre outros, à pena de Guesde e Brousse, contra a mentira do sufrágio universal e da comédia eleitoral e parlamentar.

Assim, como Costa na Itália, o Guesde, o Massard, o Deville e mais tarde Brousse em pessoa, eram muito apanhados pela fome de poder e talvez também pelo desejo de reconciliar a reputação do revolucionário com a vida tranqüila e as pequenas e grandes vantagens que são conquistadas por quem entra na vida política oficial, mesmo que seja por meio de oposição. E então toda a manobra começou mudando a direção do movimento e fazendo os camaradas aceitarem as táticas eleitorais. A nota sentimental também desempenhou um papel importante na época: foi solicitada anistia para os homens da Comuna, foi necessário libertar o velho Blanqui que morreu na prisão, e com cem pretextos e cem recursos para superar o desgosto que eles mesmos, os viracasacas, contribuíram para o nascimento dos trabalhadores contra a eleição e que, além disso, foi nutrido pela memória ainda viva do plebiscito napoleónico e os massacres perpetrados em junho de 1848 e maio de 1871 por vontade dos deputados fora do sufrágio universal. Foi dito que era necessário votar para contar, mas que um votaria no inelegível, pelo condenado, pelas mulheres ou pelos mortos; outros propuseram votar em branco ou com um slogan revolucionário; outros queriam que os candidatos colocassem cartas de demissão nas mãos dos comitês eleitorais, caso fossem eleitos … E então, quando o fruto estava maduro, isto é, quando as pessoas se deixavam convencer a ir votar, queriam ser um candidato e um deputado em sério: os condenados foram deixados apodrecendo na cadeia, o antiparlamentarismo foi negado e o anarquismo foi atormentado; e Guesde, depois de cem palinodias, terminou como ministro do governo da “União Sagrada”, Deville se tornou embaixador da República burguesa e Massard, penso eu, algo ainda pior.

Não queremos questionar antecipadamente a boa fé dos novos convertidos, e ainda mais porque, entre eles, há mais de um com quem mantemos laços pessoais de amizade. Em geral, essas evoluções – ou involuções, se quiserem – têm seu começo de boa fé, então empurra a lógica, mistura amor-próprio, supera o meio no que se move … e se torna o que antes era repugnante. Talvez no caso atual não haja nada que tenhamos medo, porque os neoconversos são muito poucos, e a probabilidade de encontrarem grandes adesões no campo anarquista é muito fraca, e esses camaradas, ou ex-companheiros, refletirão melhor ou reconhecerão seu erro. O novo governo que será instalado na França depois do triunfo eleitoral do bloco de esquerda os ajudará a convencer-se de que há pouca diferença entre ele e o governo anterior, porque ele não fará nada de bom – nem mesmo a anistia – se a massa não o impuser por sua agitação. Tentamos, do nosso ponto de vista, ajudá-los a encontrar o motivo com uma observação de que, para o resto, não deve ser novo para aqueles que já aceitaram a tática anarquista.

É inútil virmos dizer, como fazem esses bons amigos, que um pouco de liberdade vale mais que uma tirania brutal sem limite e sem restrição; que um horário de trabalho razoável, um salário que permite que você viva um pouco melhor que os animais, a proteção de mulheres e crianças, são preferíveis à exploração do trabalho até a completa exaustão do trabalhador; que a escola pública, por mal que seja, é sempre melhor, do ponto de vista do desenvolvimento moral da criança, do que aquela dirigida por padres ou monges … Muito de acordo com isso; e podemos até aceitar que pode haver circunstâncias nas quais o resultado das eleições em um Estado ou em uma Prefeitura possa ter boas ou más consequências e que esse resultado possa ser determinado pelo voto dos anarquistas, se as forças dos jogos em competição fossem iguais.

Geralmente, é sobre uma ilusão; as eleições, quando são passivamente livres, não têm mais do que o valor de um símbolo: indicam o estado de opinião pública, uma opinião que seria melhor executada, com meios mais eficazes e com maiores resultados, se o truque que as eleições não lhe tivessem sido apresentado. Mas isso não importa: embora alguns pequenos progressos tenham sido a consequência direta de uma vitória eleitoral, os anarquistas não deveriam ir às urnas nem parar de pregar seu método de luta.

Desde que você não pode fazer tudo no mundo, você tem que escolher o seu próprio curso de ação.

Há sempre uma certa contradição entre pequenas melhorias, a satisfação de necessidades imediatas e a luta por uma sociedade verdadeiramente melhor do que existe.

Qualquer um que queira se dedicar à construção de mictórios ou fontes onde eles são necessários; Aqueles que querem sair de seu caminho para obter uma construção de rua, ou a instituição de uma escola municipal, ou qualquer outra lei de proteção trabalhista pequena, ou a remoção de um policial brutal, certamente, ele faz bem em usar sua cédula, prometendo seu voto para este ou aquele personagem poderoso. Mas, então, desde que você quer ser “prático”, você tem que ser completamente, e então, melhor esperar pelo triunfo do partido da oposição, é melhor votar no partido mais próximo, arrastar a ala para o partido dominante, servir o atual governo, tornar-se um agente do governador ou prefeito no cargo. E, de fato, o neoconverso de que falamos não pretendia votar no partido mais avançado, mas no partido com maior probabilidade de ser eleito: o bloco de esquerda.

Mas, então, onde isso vai parar?

Os anarquistas certamente cometeram mil erros, disseram centenas de coisas absurdas, mas eles sempre permaneceram puros e permanecem do lado revolucionário por excelência, a formação do futuro, porque eles souberam resistir à sirene eleitoral.

Seria verdadeiramente imperdoável ser levado pelo redemoinho quando nosso tempo estiver se aproximando rapidamente.

*Considerando o período eleitoral que se aproxima neste ano, nada mais pertinente do que recordar que tais ilusões eleitorais não são novas.

União Anarquista Federalista – UAF