Por consenso, toda a UAF se articulou em torno da iniciativa proposta pela Federação Anarquista Capixaba (FACA) de realizar uma semana de propaganda e luta com a classe trabalhadora no nosso imenso território brasileiro neste primeiro de maio de 2026.
Procedemos a colagens, panfletagem, rodas de conversa. Relembramos a história do primeiro de maio, destacamos a atual destruição de postos de trabalho, a hiperexploração, o aniquilamento de parte da mão de obra por máquinas, robôs e inteligência artificial. Denunciamos firmemente a continuidade e avanço do fascismo no Brasil. Conversamos sobre a situação sindical e a necessidade de termos associações de trabalhadores que atendam aos interesses dos trabalhadores e não de elites sindicais ou partidos políticos.
Fruto da luta histórica dos trabalhadores e trabalhadoras, destacamos a necessidade da redução da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho, conquista de melhores salários e combate contra o assédio moral – hoje uma das ferramentas mais utilizadas para explorar e controlar a classe trabalhadora – seja no setor privado, seja no setor público.
Denunciamos o ódio difuso no Congresso Nacional, no Executivo e Judiciário brasileiros, nas escolas, nas redes sociais, associado ao legado autoritário e à tortura da Ditadura Militar no Brasil, que se soma à crescente militarização da sociedade. Notável na multiplicação de milícias paramilitares urbanas, do agronegócio, de evangélicas, neonazistas e narcotráfico. Tudo isso divulgado impunemente e massivamente pelas empresas de tecnologia. Apoiadoras do culto ao ódio, seja este transmitindo a tortura de animais ou a agressão a moradores de rua.
Nossa ginástica neste 1M-2026, realizada por mulheres e homens trabalhadores, levou esta mensagem de reflexão e ação ao Espírito Santo nas cidades de Vitória, Vargem Alta, Alegre, Piúma, Marataízes, Itapemirim, Cachoeiro de Itapemirim; em Minas Gerais nas cidades de Contagem e Lajinha; no Rio de Janeiro nas cidades de Bom Jesus do Itabapoana e Campos dos Goytacazes; e na Bahia para Mata de São João e Salvador. (Seguem algumas fotos abaixo).
A gente ainda nem começou. Pois não teve início em 01 de maio de 2026 e não terminou em 19 de julho de 1936. Continuaremos trabalhando para criar ferramentas que fortaleçam a classe trabalhadora para construir a libertação da superexploração capitalista, para que a educação promova a fraternidade e que a sociedade conquiste a igualdade.
Sem as pessoas trabalhadoras, sem a classe trabalhadora, a vida no planeta seguirá ameaçada em benefício das elites capitalistas.
União Anarquista Federalista
02 de maio de 2026.
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May 1st, 2026: We haven’t even started yet.
By consensus, the entire UAF (Anarchist Federalist Union) mobilized around the initiative proposed by the Federação Anarquista Capixaba (FACA) to carry out a week of propaganda and struggle with the working class across our immense Brazilian territory on this first of May, 2026.
We carried out posters, leafleting, and discussion circles. We recalled the history of May Day, highlighted the current destruction of jobs, hyper-exploitation, the annihilation of part of the workforce by machines, robots, and artificial intelligence. We firmly denounced the continuity and advance of fascism in Brazil. We discussed the trade union situation and the need to have workers’ associations that serve the interests of workers, not union elites or political parties.
As a result of the historical struggle of workers (men and women), we highlighted the need to reduce the 6×1 shift schedule, reduce the working day, win better wages, and combat moral harassment — today one of the most used tools to exploit and control the working class — whether in the private or public sector.
We denounced the widespread hatred in the National Congress, in the Brazilian Executive and Judiciary, in schools, and on social networks, associated with the authoritarian legacy and torture of the Military Dictatorship in Brazil, which adds to the growing militarization of society. This is notable in the proliferation of urban paramilitary militias, agribusiness militias, evangelical militias, neo-Nazis, and drug trafficking. All of this is spread with impunity and massively by technology companies — supporters of the cult of hatred, whether by broadcasting animal torture or aggression against homeless people.
Our May Day 2026 action, carried out by working women and men, took this message of reflection and action to the state of Espírito Santo, in the cities of Vitória, Vargem Alta, Alegre, Piúma, Marataízes, Itapemirim, Cachoeiro de Itapemirim; to Minas Gerais, in the cities of Contagem and Lajinha; to Rio de Janeiro, in the cities of Bom Jesus do Itabapoana and Campos dos Goytacazes; and to Bahia, in Mata de São João and Salvador. (Some photos follow).
We haven’t even started yet. Because it didn’t begin on May 1st, 2026, and it didn’t end on July 19th, 1936. We will continue working to create tools that strengthen the working class to achieve liberation from capitalist super-exploitation, so that education promotes fraternity and society achieves equality.
Without working people, without the working class, life on the planet will remain threatened for the benefit of capitalist elites.
Anarchist Federalist Union
May 2nd, 2026.








