Mensagem de ano novo: 2025

União Anarquista Federalista Brasil

A União Anarquista Federalista expressa o seu desejo de que nós anarquistas, explorados e oprimidos sigamos de pé, trabalhando e lutando por mais liberdade e justiça social em 2025. Que realizemos nossos planos e projetos, que combatamos o medo com dignidade e amor.

Que neste momento celebremos as nossas escolhas e nossas vidas junto àqueles que nos amam e a quem amamos. Que celebremos a liberdade e brindemos a alegria. Pela união anarquista, pelo fim do capitalismo. Viva a autogestão e ação direta!

A Síntese Anarquista

A Síntese Anarquista
Boris Volin

Fruto da dedicação, trabalho editorial e de tradução do editor Plínio Augusto Coelho, reapresentamos o texto: A Síntese Anarquista do russo Boris Volin (pseudonimo de Vsevolod Mihajlovič Eichenbaum). Publicado originalmente na obra: Apelo à unidade do movimento libertário; editada pela Editora Imaginário em parceria com o NU-Sol e IEL-2003.

Reunidos em 1918 na Ucrânia, anarquistas ucranianos e russos realizaram conferências pela unificação do movimento anarquista. O que ficou inconcluso com a guerra dos bolcheviques para tomar o controle deste país e aniquilar os revolucionários ucranianos. Este é um dos textos de referência da nossa UAF. Um texto que contribuiu para a organização do Movimento Anarquista e dará origem a várias Federações: Federação Anarquista no México, Federação Anarquista Ibérica, Federação Anarquista Kurdistão e depois a Internacional Federações Anarquistas , qual soma hoje 14 federações associadas em três continentes.

Clique no título e baixe o texto: A Síntese Anarquista

Alegria: um ato revolucionário.

Em memória de Giovanni Stifonni

É hoje o dia da alegria, e a tristeza
nem pode pensar em chegar.
G.R.E.S. União da Ilha do Governador

Forte, andar malemolente, sorriso largo no rosto, olhos verdes alumbrados, tranquilamente atravessou o Largo do São Francisco na direção da Assembleia Popular em frente ao IFICS-UFRJ, em 2013. Parou no entorno da roda assembleiaria e de lá seus olhos atentos e curiosos perambulavam pelos corpos, pelos prédios, enquanto seus ouvidos o faziam sorrir dos discursos animados pela luta contra o aumento dos 0,20$ centavos.

Ao fim da assembleia um companheiro anarquista paulistano radicado no Rio nos apresentou. Então fomos a um bar na praça Tiradentes, beber e comer. Ele nos contou da situação social na Itália, na França, na Espanha – especialmente em Madrid, cidade amada por ele -. Estávamos felizes de nos conhecermos. Entre um copo e outro da cerveja brasileira que ele tanto gostava, ele buscava saber mais da situação social no Brasil. Juntaram-se a nós mais companheiros anarquistas que atuavam nas outras assembleias populares na cidade. Brindamos ao internacionalismo, a boa bebida e a boa comida: saúde e anarquia! Desde então, nos tornamos amigos irmãos da anarquia, da vida e da boemia.

Quem era este homem? Para muitos era professor de italiano, biógrafo, economista, historiador. Escolheu este canto do mundo para viver, a cidade do Rio de Janeiro. Aqui produziu dois pós doutorados em história, trabalhou como professor de língua italiana, tradutor, e professor universitário em história contemporânea com temas anarquistas. Mas, a academia não era suficiente. Pois, observava, com seu espírito investigativo e criativo, as correntes que atavam a produção historiográfica e impediam a renovação docente nas universidades. Estudou, trabalhou, pesquisou, proferiu conferências, publicou textos, integrou grupos de pesquisas em várias universidades no Rio e fora do Brasil.

Para nós, um companheiros, um amigo, um irmão oferecido pelo insinuante absurdo da vida. Giovanni apaixonou-se pelo Brasil, apaixonou-se pelo Rio de Janeiro, onde gozava da praia, da cerveja de garrafa e dos petiscos deliciosos dos seus apaixonantes “butecos pé sujo”. Sobreviver não era de seu feitio. Fosse em reuniões, jogos de futebol, assembleias, grupos de trabalho encontros particulares, – era difícil estar na mesa em um restaurante ou bar e não sermos interrompidos por algum conhecido ou amigo dele -, a disposição e disponibilidade para o bem e o bom, para solidariedade e o apoio desinteressado embalava a todos nós e contagiava com alegria inconfundíveis. Comentávamos sempre entre nós: com a alegria a vida vai melhor.

Foi assim que o Giovanni entrou nas nossas vidas e no grupo que fundaria a Liga Anarquista no Rio de Janeiro e em seguida fundaria a Iniciativa Federalista Anarquista no Brasil, hoje União Anarquista Federalista. Trabalhou dando o seu melhor para o nosso Rio de Janeiro Libertário, lutou pela justiça social para um Brasil Anarquista. Sempre leal, um internacionalista, em 05 de novembro de 2024 partiu para uma nova viagem em outro plano. Nos beijou sorrindo a partida, e com seu sopro de vida deixou este mundo prenhe de mais liberdade, de mais justiça e revolucionariamente alegre.

A Liga Anarquista no Rio de Janeiro e União Anarquista Federalista celebram sua vida e memória.

Giovanni, viva companheiro e irmão, que a terra te seja leve.

UAF na XII Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre

A União Anarquista Federalista participou nos dias 09 e 10 de novembro de 2024 da XII Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre.

Na oportunidade, como a organização da Feira destacou “mantendo viva esta fogueira que procura expandir a agitação anarquista na cidade, fomentando o encontro entre pessoas antiautoritárias e inquietas, difundindo livros e publicações, nos encontramos no salão da Escola de Samba Acadêmicos da Orgia. Nas paredes e no exterior do salão faixas e cartazes afirmavam o amor a liberdade e a revolta permanente contra tudo que quer por as mãos sobre nós para nos dominar e devastar a Terra. Nas bancas de materiais expostos as incitações a anarquia gritavam através de livros, fanzines, revistas, cartazes, camisetas, adesivos, alimento vegano e outras produções se fazendo sentir a presença de companheiros da região e de latitudes mais distantes”.

As conversações, articulações, conspirações e vivências foram gratificantes e esperamos, enquanto organização, contribuir e construir com as camaradas presentes na Feira, a luta por um mundo livre de Estado e Capitalismo.

Viva a cultura anarquista!

Viva o anarquismo vivo!

União Anarquista Federalista- UAF

Gaza como Laboratório da Barbárie: O Capitalismo e a Normalização do Extermínio

Estudo publicado na "Lancet" estima que 186 mil morreram em Gaza

A guerra em Gaza, que já resultou, oficialmente, em mais de 44 mil
mortes, é uma tragédia humanitária sem precedentes, representando uma
autêntica política de extermínio praticada por Israel com o apoio,
direto ou velado, de outras nações.

O massacre revela a lógica cruel de um sistema político-econômico em que
a vida humana é subordinada a interesses econômicos e estratégicos,
perpetuando um complexo sistema de desigualdade global. Essa realidade
expõe, uma vez mais, a conivência de potências mundiais que, em nome de
seus próprios interesses, silenciam ou justificam tamanha violência.

O que ocorre em Gaza pode ser interpretado como um laboratório para a
implementação de estratégias de controle e aniquilação em larga escala,
baseadas na lógica capitalista-militar. Em um sistema onde o lucro e o
domínio são prioritários, a guerra torna-se uma ferramenta de gestão de
populações, justificando violações de direitos humanos em nome da
segurança e do desenvolvimento econômico. Gaza, cercada e bombardeada,
torna-se um exemplo extremo dessa lógica desumanizadora.

Além disso, a indiferença internacional diante dessa carnificina
demonstra como os direitos universais são seletivamente aplicados.
Enquanto as potências globais condenam ações semelhantes em outros
contextos, toleram ou promovem a violência em Gaza, evidenciando uma
moralidade guiada por interesses políticos e econômicos. O silêncio ou
apoio das instituições internacionais reforça a percepção de que a vida
palestina tem menos valor no sistema capitalista global.

É essencial compreender que a destruição em Gaza não se limita a uma
disputa territorial ou religiosa; trata-se de um experimento sistêmico.

As ferramentas de vigilância, controle e repressão testadas nesse
contexto podem ser exportadas para outras partes do mundo, sempre que
necessário. Essa guerra não é apenas contra os palestinos, mas contra
todos que resistem, ou venham a resistir, a um sistema que coloca o
lucro acima da dignidade humana.

União Anarquista Federalista – UAF

Associe-se à UAF!

A associação à União Anarquista Federalista é uma iniciativa de grande relevância para aqueles que acreditam na força da união libertária de grupos e  indivíduos em prol de causas comuns ao anarquismo. Quando nos unimos, ampliamos nossas vozes e nossa capacidade de ação, atuando de forma estratégica em diversos campos. Juntos, temos mais capacidade para defender e divulgar nossas ideias, exercendo um impacto maior na sociedade e contribuindo para as transformações que almejamos. A coletividade permite que cada esforço individual seja potencializado, promovendo uma sinergia que, isoladamente, seria inalcançável.

Organizações como a nossa desempenham um papel crucial no atual cenário histórico, político e econômico. Vivemos tempos de incertezas e profundas mudanças, em que a atuação coordenada de indivíduos e grupos com valores e objetivos claros se torna essencial para enfrentar os desafios impostos pelo capitalismo.  Ademais, por sermos associados da Internacional de Federações Anarquistas (IFA), com diversos grupos ao redor do mundo, o alcance de nossa atuação se amplia ainda mais. 

Assim, a importância de associar-se à UAF vai além da simples filiação. Trata-se de participar ativamente de um movimento, enquanto indivíduo ou grupo,  que busca construir uma sociedade mais justa, solidária e humana. Em um contexto global marcado por crises e desigualdades, a força da nossa União se torna um baluarte de resistência e transformação.

Filie-se à União Anarquista Federalista (UAF)!

Apoie o movimento anarquista!

Escreva para uaf@riseup.net e saiba mais! 

Alienação e a Decadência sob a Lente das Apostas: Um Reflexo da Sociedade Brasileira

Difundimos a análise abaixo, pertinente para o momento que vivem os trabalhadores e trabalhadoras no Brasil. 

 

A revelação de que beneficiários do Bolsa Família direcionaram bilhões de reais para casas de apostas (as famigeradas Bets) em um único mês expõe um sintoma profundo da sociedade capitalista brasileira: a alienação e a decadência. Esse dado alarmante, longe de ser um mero detalhe estatístico, revela um quadro mais amplo de uma população marginalizada, presa a um sistema que a mantém em um ciclo de precariedade, ilusão e dependência.

A aposta, enquanto prática, representa uma tentativa desesperada de escapar da realidade, uma busca ilusória por uma mudança de status social instantânea. No contexto do Bolsa Família, programa brasileiro destinado a mitigar a fome e a pobreza, essa prática revela uma profunda desconfiança no sistema e na possibilidade de uma mobilidade social real. Os beneficiários, pessoas em situação de pobreza, ao invés de utilizarem os recursos para investir em educação, saúde ou compra de alimentos básicos, veem nas apostas uma falsa promessa de enriquecimento rápido, perpetuando assim um ciclo de dependência e vulnerabilidade.

Essa realidade é um reflexo da lógica do capitalismo neoliberal, que incentiva o individualismo exacerbado, a competição desenfreada e a busca incessante por prazeres imediatos. A propaganda massiva das casas de apostas, que prometem a vida dos sonhos com um simples clique, encontra um terreno fértil em uma sociedade marcada pelas desigualdades e pela falta de perspectivas de futuro.

A alienação, nesse contexto, não é uma escolha individual, mas sim um produto de um sistema que molda as consciências e as necessidades. Os trabalhadores em situação de extrema pobreza, ao invés de ser visto como sujeitos de direitos e protagonista de suas próprias histórias, são transformados em alvo de um mercado que lucra com suas dificuldades.

É urgente, a partir de nosso espectro anarquista, que promovamos debates e reflexões sobre as causas profundas desse problema, que vão além da mera regulamentação estatal das casas de apostas. É preciso trabalharmos para reconstruir a consciência de classe entre os explorados e oprimidos, para que possam entender e, depois, combater esse ciclo vicioso de alienação, construindo uma sociedade mais justa e igualitária – que por consequência há de ser erigida sobre os escombros do Capital e do Estado.

Liberto Herrera.

Comunicado Iniciativa Federalista Anarquista – União Anarquista Federalista

Alegremente celebramos 10 anos da realização do primeiro Fórum Geral Anarquista e da fundação da Iniciativa Federalista Anarquista no Brasil. Nestes dez anos avançamos e recuamos. A vida é assim: movimento. Mudar é indissociável deste organismo vivo que é o Movimento Anarquista.

Seguimos com firmeza e alegria resolutamente na construção de um mundo livre de exploração e opressão. Um mundo em que a organização social Estado seja substituída por uma Federação Libertária e o regime econômico Capitalista pela Federação de produtores.

Neste pequeno percurso registrado acima, entendemos mais sobre nós, nosso povo, nossa sociedade, sobre o mundo no qual vivemos e a diversidade do nosso magnifico planeta e povos que o habitam. Percebemos que uma associação anarquista no Brasil necessita negar o estelionato
popular, que é o uso das opressões, explorações, das misérias impostas a nós para o benefício de projetos escusos e interesses particulares – prática generalizada dos que se intitulam salvadores do povo.

Definitivamente estamos exaustos de discursos salvadores inúteis, da dissimulação e da mentira vendidas no varejo por partidos de esquerda e direita, comportamento usual de alguns agrupamentos anarquistas adeptos do poder popular e com viés hostil a todo o movimento anarquista e social que não renda honras às suas elocubrações e objetivos.

Estamos conscientes que neste momento, em que nos dirigimos ao povo brasileiro e todos os povos do mundo, um mal há muito conhecido se reagrupa, alimentado pelos Capitalistas, um mal que segue incansavelmente buscando a tomada do poder constituído em Estado: o novo fascismo. A esta altura das nossas vidas, em que o Brasil arde em incêndios criminosos e o circo político eleitoral desvia a atenção das reais necessidades de todos nós explorados e oprimidos. Nestes dias nos quais o fascismo já se vê nas ruas e nas redes sociais, entendemos que são impostas à nossa associação anarquista e a todo movimento anarquista mais responsabilidades.

Temos o amor e a determinação para superar o medo. Com nosso trabalho e
dedicação vamos construindo nosso hoje e nosso amanhã. Neste sentido, a
Inciativa Federalista Anarquista no Brasil decidiu por se tornar uma associação de indivíduos e coletivos. Incorporou o Bem Viver como princípio fundante de nossa Federação. Acreditamos que isto abre mais espaço para diversidade étnica contida no Brasil, potencializa a nossa presença em pequenas cidades e regiões rurais, aldeias, quilombos, etc, fazendo valer ainda mais um dos princípios de nossa federação anarquista: o sintetismo. Conclamamos à organização e associação para construirmos e vivermos hoje a liberdade e a justiça social.

Dado nosso percurso, nossa atual constituição e o entendimento sobre nossa sociedade e nosso território passamos a nos autodenominar como União Anarquista Federalista. Uma união plural e diversa como nosso povo, um anarquismo pra hoje, uma federação libertária.

BEM VIVER!
ANTIAUTORITARISMO!
APOIO MÚTUO!
AUTOGESTÃO!
AÇÃO DIRETA!
FEDERALISMO!
SINTETISMO!
LIBERDADE!


União Anarquista Federalista – Brasil

Rompamos o ciclo de violência sem fim!

As notícias sobre os recentes ataques israelenses, explodindo pagers e walkie-talkies, elevando a tensão entre Israel, Hamas e Hezbollah evidenciam, mais uma vez, como os conflitos armados entre Estados perpetuam ciclos de violência e destruição. A escalada de ações militares, seja por meio de ataques com drones ou manobras secretas, expõe a total incapacidade dos Estados de promover a paz e o bem-estar das populações envolvidas. Pelo contrário, o que se vê são decisões tomadas por elites políticas e militares que, sob a justificativa de segurança nacional, ignoram as vidas de milhões de pessoas comuns, mergulhando-as no caos e na insegurança. Esse ciclo de violência estatal demonstra que a paz, dentro da lógica do poder capitalista-centralizado- militarizado, é uma impossibilidade estrutural.

Esses conflitos são mantidos por interesses econômicos, políticos e territoriais que visam fortalecer o controle estatal sobre os povos e territórios, enquanto as populações civis sofrem com bombardeios, deslocamentos forçados e mortes. A forma como os Estados manipulam a guerra em seu próprio benefício deixa claro que não se trata de proteger vidas, mas de garantir a manutenção de um sistema baseado na dominação e exploração. A perpetuação da violência estatal, em última análise, serve para consolidar as estruturas de poder que beneficiam uma pequena elite, enquanto o povo permanece subjugado e à mercê de decisões que não controla.

Para romper com essa dinâmica de opressão e guerra, é imperativo que o povo construa sua própria autonomia fora dos mecanismos estatais. A autogestão, o apoio mútuo e o federalismo são caminhos viáveis para uma sociedade que rejeita a lógica do poder centralizado e militarizado. Quando as comunidades são organizadas a partir de uma base anticapitalista e horizontal, onde todas as decisões são tomadas de forma coletiva e igualitária, sem hierarquias, os interesses da população passam a ser, de fato, o centro das decisões políticas. O federalismo, enquanto princípio organizativo, permite que diferentes comunidades se associem livremente, de acordo com suas necessidades e interesses, sem a imposição de um poder central.

Além disso, a rejeição do capitalismo é fundamental para a construção de uma paz verdadeira. O sistema capitalista, ao concentrar a riqueza nas mãos de poucos e explorar a maioria, é intrinsecamente violento e injusto. Ele alimenta tanto os conflitos internos quanto os externos, pois o controle dos recursos naturais e a maximização dos lucros são um dos motores que impulsionam guerras e intervenções militares. Apenas uma sociedade organizada de forma anticapitalista, baseada na solidariedade e na justiça social, pode superar esses ciclos de exploração e violência, criando as condições para uma paz duradoura e real.

O Estado, em todas as suas formas, seja na versão puramente capitalista ou na versão militarizada, é incapaz de promover uma existência pacífica. A verdadeira paz só será possível quando as comunidades se organizarem de maneira autônoma, sem a interferência de elites políticas ou econômicas, e quando o povo assumir o controle de sua própria vida, por meio da autogestão, do apoio mútuo e da construção de uma sociedade livre do capitalismo e da opressão estatal. Somente assim será possível romper com a lógica da guerra e construir um mundo onde a justiça social e a paz sejam uma realidade concreta e cotidiana.

Larissa S.

A FACA INAUGURA MAIS UMA INICIATIVA: BANCA DA SOLIDARIEDADE EM FAVOR DA VIDA

Divulgamos uma feliz notícia oriunda do website da FACA (federacaocapixaba.noblogs.org):

A Federação Anarquista Capixaba, federada à União Anarquista Federalista (UAF),  juntamente com outras individualidades, apresenta o projeto Banca da Solidariedade em Favor da Vida, uma iniciativa permanente e que promete criar raízes em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Espírito Santo.

O projeto Banca da Solidariedade em Favor da Vida tem como objetivo criar um espaço comunitário voltado ao apoio mútuo, à solidariedade e à autogestão. Inspirado em princípios de horizontalidade, busca promover uma rede de ajuda entre as pessoas, onde cada indivíduo pode contribuir com o que puder e retirar o que precisar, especialmente alimentos. A ideia central é que o local funcione como uma “banca” autônoma, acessível a todos, sem intermediários ou burocracias.

Baseado na prática da economia solidária, a banca está estruturada em um ponto estratégico da comunidade, permitindo que alimentos, itens de higiene e outros bens essenciais sejam compartilhados de forma livre, voluntária e anticapitalista. Esse modelo elimina hierarquias, promovendo um sistema de troca baseado na confiança e no respeito entre os participantes.

O projeto visa, sobretudo, minimizar o impacto da insegurança alimentar, que afeta muitas famílias, especialmente em tempos de crise. Além disso, fortalece os laços comunitários, criando um senso de pertencimento e responsabilidade coletiva. A autogestão é fundamental para a sustentabilidade da iniciativa, com a própria comunidade sendo responsável pela manutenção e organização do espaço.

A Banca da Solidariedade representa uma forma concreta de resistir às lógicas excludentes do mercado e do individualismo, incentivando uma cultura de generosidade e cuidado com o outro.

Convidamos todas as individualidades, não apenas do Espírito Santo, mas de todo o território dominado pelo estado brasileiro, para espalharmos esta iniciativa!

Aproveitamos ainda para convidar você: FILIE-SE À FACA!

Federação Anarquista Capixaba